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Tênis, muito dinheiro e controvérsias: Conheça o universo sneackerhead
Como essa cultura ganhou tanta repercussão nos últimos anos e muitas pessoas estão lucrando milhares de reais, apenas revendendo tênis.
O mercado de compra e venda de tênis cresceu muito nos últimos anos e apesar de uma pequena queda em 2023, os chamados sneackers, são produtos aclamados e disputados pelo público. Alguns itens, por exemplo, podem chegar na casa dos milhões. Mas como esse nicho ganhou tanta repercussão e movimenta tanto dinheiro?
Para contar mais sobre precisamos entender de onde surgiu essa paixão. Para quem acredita que essa fama seja recente, o amor por tênis para alguns vem desde as décadas passadas, com muita influência do basquete, hip-hop e skate.
A união de culturas e estilos diferentes, oriundos de uma classe suburbana e transformações culturais: esses elementos foram fundamentais para o surgimento do streetwear, um estilo que engloba elementos do basquete, rap, skate e cultura de diversas tribos e nichos ao redor do mundo, como a influência das gangues nos EUA, comunidade preta e outras manifestações culturais ao redor do mundo.
Um dos percursores dessa moda é o designer Shawn Stussy (criador da marca Stussy considerada pioneira no streetwear). Nos anos 80 ele era considerado um dos principais modeladores de pranchas na costa oeste dos Estados Unidos. Naquela época ele utilizava elementos de diversas tribos para produção de suas pranchas e roupas e a cultura punk teve uma influência fundamental em suas primeiras criações.
Shawn Stussy fundador da marca Stussy/ Imagem: TenshiStreetwear.com
Outras marcas fundamentais na segmentação deste estilo na moda, foram a americana Supreme e a japonesa Bape, que são revolucionárias no mercado. A marca estadunidense é conhecida por lançar peças e itens polêmicos, e chegou a lançar em 2020, literalmente um tijolo com a logo da marca. Inicialmente vendido por trinta dólares, hoje no mercado de revenda, o item pode passar de mil dólares.
Tijolo Supreme/ Imagem: minha barra de espaço quebrou (site)
Em 1964, nasceu a Nike, a marca norte americana revolucionária, tem muita influência nas expansões desse mercado. O objetivo da marca sempre foi a parceria com grandes atletas, os melhores nos seus respectivos esportes, não é à toa que em 1984 a marca do swoosh (nome do logo da Nike) começou a patrocinar o que viria a ser o maior jogador de basquete de todos os tempos, Michael Jordan.
Essa década foi muito importante para a marca, que passou por várias transformações no mercado. Em 1982 a Nike lança o Air force one, tênis que recebe o nome em homenagem ao avião presidencial estadunidense. O calçado foi uma revolução no mercado, criado para a prática do basquete contava com uma tecnologia inovadora, a bolsa de ar localizada na entressola, proporcionando mais conforto e desempenho ao usuário. O sneacker é até hoje o tênis mais vendido de todos os tempos. Em 85 veio o primeiro tênis “pro model” para Jordan, o Air Jordan 1. O tênis contava com uma tecnologia similar ao Air force e foi um sucesso tremendo, o calçado se tornou o mais vendido nas lojas americanas daquele ano. No mesmo ano, com foco nos jogos universitários surge o Dunk, tênis de basquete criado utilizando a base do AJ1 e anos mais tarde o sneacker viria a fazer parte da linha SB, destinado tênis de skateboarding da Nike. Em 87 o designer Tinker Hatfield, desenhou outro calçado revolucionário, o Air Max 1.
Air Jordan 1 “Chicago “em 1985 nos pés de Michael Jordan/ Imagem: Getty Imagens
Um dos tênis mais vendidos de todos os tempos é o Chuck Taylor, conhecido popularmente como all star. O calçado de pano criado pela Converse na década de 20, tinha como principal objetivo o uso para a prática de basquete e até a década de 70 foi o tênis mais utilizado no esporte.
Os anos 90 são fundamentais para a afirmação da cultura streetwear e sneacker no mercado, afinal as duas culturas andam lado a lado. Esse período foi quando Michael Jordan conquistou seus títulos pela NBA, enquanto ainda jogador do Chicago Bulls. Além de suas incríveis atuações, o que mais chamava atenção dentro e fora de quadra, foram seus tênis icônicos assinados pela Nike e sua linha comercial própria, a Jordan Brand, que anos mais tarde viria a se tornar uma marca própria, pertencente aos olhos da Nike.
No Brasil algumas lojas são fundamentais para a introdução das culturas no mercado. A primeira é a Maze, a Skate Shop mais famosa do Brasil, surgiu no final dos anos 90 e foi responsável por trazer para o território nacional grande lançamentos, como a collab (colaboração entre marcas, artistas, lojas ou personalidades) entre o rapper Kanye West e a Nike, o famoso Air Yeezy. Algumas cores desse modelo são tão raras que em 2014 um par do modelo “Red october” foi leiloado no eBay por trinta e nove milhões de reais.
Air Yeezy 1 “Red October” /Imagem: Getty Imagens
Outra loja importante é a ArtWalk, a marca que faz parte do grupo Afeet, conta com mais de 30 franquias espalhadas pelo Brasil. É a rede que detém os direitos de venda dos produtos exclusivos da Jordan Brand dentro de shoppings.
A butique Guadalupe também não pode ficar de fora dessa lista, desde 2011 a marca é a mais influente no segmento sneacker. Conta com apenas duas lojas físicas em São Paulo e o site que é o seu forte. A loja é conhecida por ser a principal do Brasil no segmento sneacker e a única que detém o direito de venda de alguns lançamentos extremamente exclusivos das marcas. A loja também trouxe para o brasil, pares da collab Nike x Kanye West. A Guadalupe é tão influente no cenário nacional, que já fez várias colaborações com grandes marcas, como Vans, Adidas e Asics.
Grandes plataformas surgiram para auxiliar os revendedores. A mais famosa é sem dúvidas a StockX. O site foi criado em dois mil e vinte e se tornou sinônimo de autenticidade e segurança para os clientes do mundo do todo. Apesar dos grandes procedimentos de verificação dos produtos, a StockX foi acusada pela Nike em 2022 por vender produtos falsos da Jordan, afinal o site atua como um grande Marketplace espalhado ao redor do mundo.
Entenda como funciona: O revendedor cria sua conta na plataforma, onde é possível ver uma cotação de quanto está custando o tênis, baseado nos outros anúncios e nos tamanhos disponíveis. Após a venda o produto vai até uma das lojas espalhadas ao redor do mundo, por lá o item passa por um processo de autenticidade e ganha um selo de verificação até chegar nas mãos dos clientes. Vale lembrar que a plataforma recebe uma porcentagem da venda. O foco da empresa está na América do norte, Ásia e Europa, tendo em vista principalmente a burocracia brasileira para importação e exportação de mercadorias em geral. Sendo assim mais difícil para brasileiros comprarem e revenderem através da plataforma. Por outro lado, no território nacional, temos a Droper, a marca que tem como um dos seus sócios o Dj Alok, além de ser a maior plataforma de revenda do país, também funciona como um grande portal de notícias relacionadas ao mundo do streetwear e sneackerhead. Recentemente a empresa abriu sua primeira loja física no shopping JK Iguatemi em São Paulo. Além da Droper, algumas lojas de revenda são importantes para a fundamentação da cultura no país como: Alfa Sneackers, Pinneaple Co e a à URBAN Shop.
Com a expansão da internet e as redes sociais, o cenário começou a crescer cada vez mais e atrair públicos de várias idades, principalmente jovens com intuito de conquistar a tão sonhada liberdade financeira. Algumas personalidades e artistas no Brasil são responsáveis por essa expansão. Os principais influenciadores são: TheVict (youtuber), Felipe Titto (ator e empresário), Ludmilla (cantora) e principalmente Marcos Mion (apresentador). O global tem uma coleção de dar inveja, contando com alguns dos modelos mais raros e exclusivos do mundo, como o “Red october” (citado anteriormente) que ele ganhou de presente da própria Nike, lá em 2014. Também o tênis da collab entre Nike x Dior, um par dessa parceria pode chegar à casa dos 70 mil reais.
Marcos Mion juntamente com seu AJ1 X Dior / Imagem: Canal do Youtube SDM (Sneackers do Mion)
As colaborações fazem parte da essência das culturas, o próprio Kanye West é uma das principais referências, no quesito streetwear e sneacker. Suas colaborações com a Nike fizeram muito sucesso, porém quando o artista mudou para a concorrente adidas, suas criações explodiram. Em 2015 foi lançado o primeiro tênis com a marca das três listras, o Yeezy 750, mas a linha explodiu de verdade quando no mesmo ano surgiu o icônico Yeezy 350 o tênis que contava com a tecnologia boost, além de incrivelmente confortável se tornou uma referência de estilo, a CW (Colorway, nome dado a cor do tênis) “zebra” pode chegar à casa dos quatro mil reais.
Outro artista influente é o rapper Travis Scott, o texano teve seu primeiro lançamento com a Nike lá em 2019, com o icônico AJ1 “Dark Mocha” o calçado explodiu e virou sonho de consumo dos colecionadores, hoje um par pode custar cerca de R$18.500,00. Em 2020 veio o lançamento do Nike Dunk “Cactus Jack”, vendido nas lojas inicialmente por apenas R$600.00, o calçado no mesmo dia do lançamento teve uma supervalorização, mais de 1000%, chegando a custar mais de seis mil reais, hoje você encontra alguns pares desse modelo por cerca de dezoito mil reais. A título de curiosidade uma caixa especial feita para esse tênis pode chegar a custar mil dólares no mercado de revenda, sem o par. Em 2022 o rapper lançou uma parceria com a grife Dior.
A estética utilizada por Travis faz muito sucesso e a Nike usa e abusa de sua parceria e os revendedores adoram quando tem lançamentos dessa magnitude, o lucro é enorme e garantido, porém a procura é absurda e os pares extremamente limitados. Isso faz com que a maioria dos “resselers” (revendedores) utilizem dos chamados “bots” que são robôs criados para burlar programas de software, dando vantagem na hora de efetuar a compra. Por exemplo, o tênis está programado para lançar as 10h00 A.M, porém quando chega 10H01 A.M todos os pares estão esgotados, isso acontece pela grande presença de “bots” nos sites o que facilita a vida dos revendedores, mas prejudica o consumidor final que acaba tendo que se sujeitar a pagar mais caro pelo produto, que por sua vez tem poucos pares disponíveis por conta da exclusividade. As marcas a todo momento vêm tentando acabar com o “esquema” dos revendedores, a Adidas por exemplo lançou o aplicativo “confirmed” e a Nike o aplicativo “SNKRS” (ainda indisponível no Brasil), ambos prometem acabar com a presença dos bots em seus servidores, porém apesar dos esforços, essas ações não são 100% eficazes.
Nike Dunk X Travis Scott “Cactus Jack” 2020 / Imagem: RAPMAIS
Em 2021, a vice-presidente e gerente geral da Nike, Ann Hebert, pediu demissão após uma notícia, aonde seu filho de 19 anos Joe, havia usado seu cartão de crédito para compra de tênis, com objetivo de revendê-los. O jovem havia se beneficiado durante a pandemia, adquirindo mais de 600 pares de calçados, visando um esgotamento repentino durante o isolamento. Hebert trabalhou durante 25 anos na empresa.
A loucura por esses produtos é tão grande, que em 2022 durante uma fila para compra de um Nike Dunk, uma mulher chegou a ser esfaqueada. O caso aconteceu em Los Angeles. O esfaqueamento ocorreu após uma discussão sobre a colocação na fila, o curioso é que a vítima nem estava envolvida na briga, apenas tentava tirar uma criança do meio da confusão. A polícia foi solicitada e o agressor preso.
É fato que esse é um mercado muito lucrativo, o que brilhou os olhos de vários jovens ao redor do mundo, que fizerem esse como o seu primeiro empreendimento e uma maneira relativamente fácil de conquistar sua liberdade financeira. Apesar de uma pequena baixa em 2023, alavancada por conta dos preços abusivos praticados pelas marcas, muitas pessoas vivem a anos de revender tênis, produtos colecionáveis e peças raras de streetwear.
Controvérsias, polêmicas, esquemas e muito dinheiro, esses são apenas alguns tópicos presentes nesse pequeno grande nicho, o universo sneackerhead. E se você assim como eu é um apaixonado por sneackers, Seja Bem-vindo!







A grande febre da internet, conheça os podcasts
Com o surgimento e propagação da internet, é fato que velhos costumes já ficaram para trás, tais como, pesquisar em livros, assistir um dvd ou escutar um programa de radio. Esse veículo que faz parte e é tão importante na comunicação e entretenimento brasileiro, já ficou no passado, tendo muitos jovens que nunca escutaram radio em suas vidas. Por tanto as rádios tiveram que se reinventar para talvez atrair o publico mais jovem, fazendo lives no YouTube por exemplo, mas, uma nova forma de entretenimento vem chamando muito a atenção nos últimos meses, os famosos podcasts.
A ideia surge nos EUA, por volta de 1980, porém, só vai ganhar esse termo em meados dos anos 2000. No Brasil os podcasts só vão começar a ganhar notoriedade em meados dos anos 2010, contudo, explode de vez em 2020, com o então “Flow Podcast”, o programa com maior audiência nas redes.
Mas o que é um podcast então? Seria algo similar a um programa de rádio, porém, online disponibilizados em plataformas digitais, como o Spotify, ou plataformas criadas apenas para o consumo de podcast, como o Google Podcast e Apple podcast, de forma gravada, contudo, também ao vivo, em plataformas como YouTube e Twich TV.
Para muitos esse é um gênero inovador e diferente, apesar da similaridade com os programas de rádio, muitas pessoas mais velhas não conheciam esse conteúdo, esse é o caso da Dona de casa Genecy Alexandre de 50 anos, “Eu não tinha conhecido, é algo que meu avô gostaria de conhecer, é uma nova forma de entretenimento, um programa, eu tenho a curiosidade de escutar um “afirmou. Por um outro lado, o podcast já faz parte da vida dos jovens, esse é o caso da atriz de 18 anos, Sabrina Tavares, que atrela o sucesso à praticidade e acessibilidade “eu acho inovador, o conteúdo em áudio combina com a nossa geração, que está sempre com pressa” afirmou, “O podcast combina com isso, geralmente estamos ouvindo, enquanto fazemos algo” completou.
De acordo com a Associação Brasileira de Podcasters (ABPod), há mais de 2 mil programas ativos de podcasts no país e mais de 50 milhões de ouvintes, e diversos gêneros para apreciar, desde assuntos gerais, curiosidades, comédia, política, economia, entretenimento etc. O podcast mais ouvido hoje, se trata do Flow podcast, que passa dos mais de 250 milhões de visualizações no seu canal no youtube, sem contar as plataformas como, Twich, Spotify, Deezer etc.
Igor 3K e Monark, são dois amigos, e o seu programa se trata de uma conversa, a cada episódio eles chamam um convidado diferente e conversam sobre a vida do convidado, trabalhos, histórias ou assuntos gerais, muito parecido com um “Talk Show”. Os convidados são os mais variados possíveis, vão desde apresentadores, youtubers, comediantes, músicos, jornalistas e até políticos. Para se ter uma ideia da magnitude do programa, nomes como o Deputado federal pelo estado de São Paulo e filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, ativista, político e ex-candidato à prefeito e governador de SP, Guilherme Boulos e o atual prefeito de São Paulo Bruno Covas.
Os podcasts veem crescendo e alcançando novos públicos, novas audiências, e escutar um programa no trânsito ou enquanto arruma a casa, promete se tornar mais um daqueles comuns hábitos do dia a dia, cada vez mais presente na vida dos brasileiros.

Conheça o "RESENHAÇO"
Esse foi um pequeno projeto no qual fiz parte, o “Resenhaço” foi um podcast, com a ideia de juntar tres culturas diferentes, umpaulista, um gaucho e um cearense falando de futebol, da maneira mais informativa e descontraida possivel, infelizmente o projeto não deu certo, mas fica aqui um pouco do que produzimos!
Você já foi a feira comprar os seus dados hoje?
Esse texto se trata de uma atividade da faculdade
Deixa-me fazer uma pergunta: você já foi a feira comprar os seus dados hoje? Pergunta estranha, né? Mas é tão comum quanto parece. Nossos dados não passam de meros produtos comerciais para as grandes empresas do “Vale do silício”, Facebook, Google e Apple, são alguns dos exemplos de empresas bilionárias, que todos os dias têm acesso há milhões, Bilhões, Trilhões de dados, dos mais diversos usuários. Como as altas tecnologias impactam na sua vida? Bem, eu posso falar por mim.
Estamos conectados todos os dias, as modernidades e facilidades das redes, nos permitem que possamos ver a aula da faculdade, sem sair de casa, em meio a uma pandemia, por exemplo ou que possamos conversar com algum amigo(a) que esteja distante no momento, morando no Mato Grosso do sul ou no Rio Grande do norte. Comigo não é diferente, estou conectado todos os dias, e esses exemplos também me cabem.
Com as redes, e a alta tecnologia, eu consigo socializar e trabalhar, afinal, hoje existem várias formas de nós jornalistas trabalharmos, com as redes sociais por exemplo, acabou aquela ideia de um jornalista tem que estar na TV ou no Rádio, mas, apesar dessa facilidade e oportunidade, nós temos que nos privar, até mesmo porque, as redes influenciam todos nós. As eleições de 2018 foram um exemplo desta influência social. Outro caso de influência foi o #PizzaGate, muito bem descrito no Filme Documentário “Dilema das redes”.
Eu me sinto viciado nas redes, elas me atraem, me divertem, assim como todos nós, devemos nos regrar e controlar-nos em relação as redes sociais, que interferem diretamente em nossas vidas. Afinal, logo mais, você irá na feira comprar os seus dados.


